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Seminário debate alternativas para tratamento de dependência química com uso de substâncias

Titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) defende busca permanente de novas alternativas de pesquisas sobre uso problemático de drogas
por publicado: 26/09/2016 14h28 última modificação: 26/09/2016 14h30

Brasília, 26/9/2016 – O Ministério da Justiça e Cidadania (MJC), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), realizou, na sexta-feira (23), seminário sobre alternativas para tratamento de dependência química do uso abusivo de drogas. O evento ocorreu na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e contou com a presença do secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Roberto Allegretti. Participaram do encontro professores e pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior nacionais responsáveis por oito estudos, financiados pela Senad, com foco em tratamento da dependência com uso de substâncias.

O seminário teve início com palestra do professor José Manoel Bertolote, doutor pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), que contribuiu com visão sobre o conceito histórico de tratamento de substâncias psicoativas, além de desafios e perspectivas da dependência química para a ciência.

Bertolote esclareceu que, em 1979, a OMS definiu o conceito de síndrome de dependência, que engloba o resultado do uso contínuo, progressivo e crescente de todas as substâncias. Nesse sentido, o professor destacou o dado de que “mais de 80% de quem morre no Brasil por uso de qualquer substância, morre pelo uso do álcool. “Pouco menos de 10% vem a óbito pelo tabaco”, afirma.

Em paralelo, existe a dimensão dos problemas sociais associados ao uso das substancias que, de acordo com tais dados, não matam em grandes proporções, mas geram “sofrimento familiar e um custo brutal para a sociedade”, pontua Bertolote.

“Os problemas diretos à saúde decorrentes do uso de substâncias começam com a intoxicação aguda, que, na percepção geral da sociedade nem é um problema de doença, e sim um evento cultural. Na perspectiva médica, é um evento que configura uso nocivo, pois leva ao dano físico, psicológico ou social”, classifica o professor.

Pesquisas como políticas públicas
Sobre os projetos de pesquisas selecionados pela Senad, Bertolote afirmou que “ninguém tem esse nível de pesquisa de ponta como temos aqui, hoje”.

 O titular da Senad, Roberto Allegretti, compreende que a pesquisa é um eixo fundamental das políticas sobre drogas. Segundo o secretário, as ações a serem realizadas quanto ao uso abusivo de drogas devem ocorrer no campo prático e, ainda, no ponto de vista da redução do consumo global. 

“No entanto, as dificuldades não devem inibir a busca permanente de novas alternativas para que lidemos com prevenção, formação, cuidado, reinserção, articulação intersetorial e pesquisa no campo social, e também de substâncias que possam permitir tratamentos com mais efetividade”, pontuou Allegretti. 

As pesquisas, em andamento desde 2015, foram selecionadas pela Senad por intermédio de edital de chamamento público. A expectativa é de que os estudos estejam finalizados até 2018.

Confira a relação dos estudos e instituição de ensino realizadora dos projetos apresentados:
QuadroSenadPesquisas.JPG

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