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Universidades colaboram com a inserção de refugiados no ensino superior

por publicado: 22/03/2018 17h06 última modificação: 22/03/2018 17h08
Instituições de ensino superior fazem processo seletivo específico para refugiados reconhecidos pelo Conare

Universidades

Brasília, 22/3/18 - Universidades públicas e privadas do Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo estão facilitando o ingresso de refugiados. Para participar do processo seletivo, é obrigatório ter a condição de refugiado reconhecida pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) do Ministério da Justiça e ter concluído o ensino médio. Além disso, é recomendado que o imigrante tenha domínio da língua portuguesa. 

São Paulo é o estado que tem mais instituições de ensino superior com esse tipo de ação. São cinco universidades, entre públicas e privadas. Uma delas é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que já possui vagas para refugiados há 38 anos. Os interessados devem ser reconhecidos pelo Conare para terem acesso aos cursos de graduação e pós-graduação. É necessário ter o ensino médio completo para a graduação e ensino superior completo para programas de pós-graduação. 

As pessoas declaradas refugiadas pelo Conare também podem participar de um programa da Universidade de Brasília (UnB) que consiste em completar, com os imigrantes, as vagas resultantes de desligamento e transferência para outras instituições. 

Em novembro do ano passado, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) liberou 32 vagas para refugiados, em 19 cursos superiores, com início das aulas no primeiro semestre de 2018. 

Para o presidente do Conare e secretário nacional de Justiça, Luiz Pontel de Souza, a educação e a consequente capacitação profissional são mecanismos importantes de integração dos refugiados no Brasil. “As oportunidades de ensino superior e de cursos de pós-graduação abertas pelas universidades brasileiras permitem o crescimento educacional aliado a uma integração local do refugiado, com a formação de vínculos não só acadêmicos e profissionais, mas também de amizades e de apoio dentro da comunidade brasileira”, declarou. 

O coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, acrescentou que, além de estimular diferentes culturas no ambiente acadêmico, a inserção de refugiados nas universidades reflete a tradição de acolhida do Brasil. 

Veja outras instituições que colaboram com a inserção de refugiados no ensino superior do Brasil. http://bit.ly/2FERpfC

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