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Papel das abelhas na produção de alimentos aproxima MJ e universidade

Convênio entre o MJ e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai coletar amostras de espécies vegetais visitadas pelas abelhas sem ferrão nos fragmentos florestais que resistem na região
por publicado: 08/01/2018 18h05 última modificação: 08/01/2018 18h23

Convênio Senacon

Brasília, 8/1/18 – A importância das abelhas na cadeia produtiva da alimentação humana e para manutenção da fauna e flora naturais resultou em uma aproximação entre os interesses do consumidor brasileiro, representados pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon/MJ), e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), cidade com 350 mil habitantes na região noroeste do Paraná, distante 427 quilômetros da capital, Curitiba.


Convênio foi assinado entre o Ministério da Justiça e a UEM no dia 29 de dezembro de 2017 no valor de R$ 221 mil reais. A parceria se destina à coleta de amostras das variedades do tipo sem ferrão e as plantas que visita, bem como à multiplicação do ensino não formal do tema e conscientização das comunidades sobre os riscos que a redução das populações do inseto podem trazer ao ambiente.


Estudos recentes revelam que mais de 90% das espécies atuais de plantas com flores e frutos (angiospermas) dependem de polinizadores para sua reprodução sexuada (produção de sementes), principalmente das abelhas. Na agricultura, as abelhas aumentam a produção de frutos em 70% a 85% das espécies que dependem de agentes polinizadores.

O município de Maringá foi praticamente desflorestado entre as décadas de 1960/90 na abertura de fronteiras agrícolas e plantio de monoculturas como milho, trigo, aveia e atualmente também a soja. Da exuberante floresta nativa, restam apenas 2,4%, na forma de manchas florestais.

O convênio integra a agenda de projetos da Senacon no biênio 2017/18 e pretende coletar amostras de espécies vegetais visitadas pelas abelhas sem ferrão nos fragmentos florestais que resistem na região. A coleta de amostragem dessas abelhas será quinzenal, usando iscas atrativas (não adesivas) e redes entomológicas apropriadas nos remanescentes florestais.
As amostras serão inseridas na coleção entomológica do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM) para reafirmar a importância das manchas florestais na preservação das abelhas nativas da região Norte e Noroeste do Paraná; serão editados folders e livros sobre a importância da preservação ambiental patrocinada pelas abelhas.

Também está prevista a oferta de cursos (acadêmicos ou abertos à população) sobre abelhas e sua importância à sustentabilidade ambiental, permitindo a UEM também contribuir com o aprimoramento da formação acadêmica nos cursos de graduação e de pós-graduação em Ciências Biológicas, Zootecnia, Agronomia e áreas afins.

A atuação da UEM nesse ramo da zoologia se destaca nacionalmente devido às iniciativas relacionadas à preservação e multiplicação da espécie, por meio de estudos especializados conduzidos pelo GPBee, o Grupo de Pesquisa com Abelhas da universidade.

 

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